Nova geração de aditivos funcionais começa a ser desenvolvida em Campinas

Nova geração de aditivos funcionais começa a ser desenvolvida em Campinas

Instituto de Tecnologia de Alimentos amplia estrutura para pesquisar o potencial dos posbióticos, microrganismos inativados que podem manter propriedades benéficas à saúde

Com 63 anos de história, recém-celebrados neste domingo (30), o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, iniciou uma pesquisa para desenvolver uma nova geração de aditivos funcionais para alimentos a partir do estudo dos posbióticos, microrganismos inativados, cujos componentes podem continuar apresentando efeitos benéficos no organismo. Entre as possibilidades estudadas pela pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) está a contribuição para a regulação do sistema imunológico.
 

À frente da iniciativa, que receberá quase R$ 1,5 milhão até janeiro de 2031, está o pesquisador colombiano Cristian Mauricio Barreto Pinilla, que é um dos dois bolsistas aprovados na área de alimentos após rigorosa seleção do Projeto Geração, que teve início em setembro de 2024 e foi concluída em dezembro do ano passado: de 40 mil candidaturas, a Fapesp concedeu apenas 58 bolsas abrangendo todas as áreas do conhecimento.
 

“Considero que esse é o primeiro passo para a produção de novas alternativas de conservantes naturais capazes de oferecer benefícios à saúde do consumidor”, ressalta Cristian, que iniciou sua carreira no ITAL em 2021 como bolsista de pós-doutorado focado em probióticos e agora espera consolidar uma linha de pesquisa dedicada a produção, caracterização e avaliação das aplicações de posbióticos, a princípio, com foco na conservação e produção de produtos lácteos funcionais. “O potencial de aplicação é amplo, abrangendo diversos setores, não só da indústria de alimentos como também das indústrias farmacêutica, cosmética e de embalagens”, completa.
 

Com o investimento da Fapesp, o Laboratório de Bioprocessos e Conservação do Centro de Tecnologia de Laticínios e Bactérias Lácticas (Tecnolat) do ITAL passou a contar com um biorreator e uma nova centrífuga. Adicionalmente foi instalado um sistema de backup de CO₂ nos dois ultracongeladores para garantir a segurança do banco de microrganismos que será usado neste e em outros projetos como o CCD Cacau 360°.
 

A estrutura foi finalizada na última semana e já está em funcionamento, com a equipe treinada para usar os novos equipamentos. Além de Cristian, se dedicarão à nova linha de pesquisa as mestrandas do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos do ITAL Marina Andrade e Vivian Vargas. Também integram a equipe do projeto a técnica de apoio a pesquisa Mariana Alves e a diretora do Tecnolat, Adriana Torres.
 

Nos próximos meses, está prevista ainda a vinda do pesquisador argentino Gabriel Vinderola, que atua na área de alimentos e já havia contribuído para o início das atividades do Laboratório de Fermentações do Tecnolat, inaugurado no fim de 2021. Outra parceria internacional será com o pesquisador Frank Lino Guzman Escudero, da Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas (UPC), doutor em Genética e Biologia Molecular.
 

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