O risco de extinção do Programa Mais Leite Saudável a partir de 1º de janeiro preocupa o setor lácteo e exige uma articulação urgente para garantir sua continuidade. O alerta foi feito pelo secretário executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, durante reunião da Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo, realizada nesta quarta-feira (5), na Assembleia Legislativa.
Segundo Palharini, o programa teve papel importante na melhoria da qualidade do leite produzido no país e na redução do abandono da atividade por produtores. Com a reforma tributária e a consequente extinção do PIS e da Cofins, porém, os incentivos fiscais que sustentam a iniciativa deixam de existir. “Estamos correndo contra o tempo. Precisamos avançar rapidamente em uma alternativa legal que permita manter os créditos do programa e, ao mesmo tempo, buscar medidas para equilibrar o mercado”, afirmou.
O secretário executivo também demonstrou preocupação com a entrada de leite em pó importado da Argentina e do Uruguai, que chega ao mercado brasileiro com preços competitivos ameaçando a produção nacional. Para ele, o cenário exige atenção, especialmente diante dos impactos sobre a indústria nacional e os produtores de leite.
Como encaminhamento, Palharini defendeu o fortalecimento das medidas antidumping e a articulação de uma reunião em Brasília para buscar alternativas que garantam a continuidade dos incentivos e o equilíbrio do setor. “O caminho que vejo é encontrarmos uma alternativa, por meio de uma nova legislação, que permita manter o programa através da CBS ou do IBS e administrar essa situação que começa a se desenhar em um cenário bastante preocupante”, concluiu Palharini.Foto: Claudio Fachel/ALRS
Foto: Claudio Fachel/ALRS