Criado a partir de uma tradição popular no sul de Minas, o queijo artesanal que promete sorte no amor virou símbolo da Serra da Mantiqueira e aposta da marca para o Dia dos Namorados
om a chegada do Dia dos Namorados e das celebrações de Santo Antônio, um queijo mineiro que nasceu cercado por histórias de amor volta aos holofotes. Produzido pela Cruzília, queijaria brasileira mais premiada do mundo, o Santo Casamenteiro é uma criação exclusiva e patenteada da marca mineira. O produto surgiu a partir de uma lenda popular no sul de Minas Gerais, a de que quem o prova teria sorte no amor.
O que começou como uma brincadeira entre as mulheres da produção acabou se transformando em um dos mais emblemáticos da queijaria mineira, e também em um fenômeno internacional. Em 2021, o Santo Casamenteiro foi eleito o melhor queijo do mundo no Concours Mondial du Fromage, na França, consolidando-se como um dos grandes símbolos da produção brasileira.
A história começou em 2008, em Cruzília, na Serra da Mantiqueira, quando o produto passou a ser produzido artesanalmente e sob encomenda. Na época, as mulheres responsáveis pela produção o chamavam carinhosamente de “Santo Antônio”, em referência ao santo conhecido como casamenteiro. Com o tempo, o apelido atravessou a fábrica, conquistou consumidores e deu origem ao nome oficial: Santo Casamenteiro.
O visual também ajudou a alimentar a fama. Arredondado, recheado e decorado manualmente, logo passou a ser chamado de “bolo” por clientes e produtores, tornando-se presença frequente em celebrações, encontros e datas especiais.
“O Santo Casamenteiro carrega uma história muito afetiva. Desde o início, ele ficou ligado à ideia de sorte no amor e acabou criando uma conexão emocional com as pessoas. É um queijo que desperta curiosidade, gera conversa e faz parte de momentos especiais”, afirma Maria do Céu, mestre queijeira da Cruzília.
Com receita exclusiva da Cruzília, o Santo Casamenteiro combina queijo de mofo azul com recheio de cream cheese, nozes e damasco, unindo intensidade, cremosidade e contraste agridoce. O visual marcante e o preparo artesanal ajudaram a transformar o produto em um dos mais reconhecidos da marca. Cada peça é finalizada manualmente por duas mulheres da equipe, que acompanham todo o processo de produção e decoração.
Mesmo após entrar oficialmente na fábrica, em 2012, o Santo Casamenteiro manteve seu caráter artesanal. Cada unidade segue recebendo acabamento manual, preservando a identidade criada ainda nos primeiros anos de produção.
“Existe um cuidado muito grande em cada detalhe. O Santo Casamenteiro chama atenção pela aparência, mas a experiência de sabor é o que realmente surpreende. É um queijo que une técnica, criatividade e emoção”, diz Maria do Céu.
Ao longo dos anos, o queijo se tornou um dos principais símbolos da Cruzília e da produção artesanal da Serra da Mantiqueira, atraindo visitantes de diferentes regiões do país para conhecer de perto sua história e provar a receita que mistura tradição, inovação e afeto.
Neste mês de junho, entre o Dia dos Namorados e as celebrações de Santo Antônio, o Santo Casamenteiro resgata a tradição que inspirou sua criação e reforça como uma história nascida no interior de Minas Gerais conquistou espaço entre os queijos mais reconhecidos do mundo.